quinta-feira, 14 de maio de 2015

Você me disse um dia...



Tua escuridão voluptuosamente me abraça... Ternamente me possui a dor que me asfixia... Um sorriso amarelo... Uma lágrima na poeira do nada vago envolta... Abismo profundo... A ti a morte serena me entrega... Vou-me do mundo e nem saudade levo... Entre preces e soluços deixo minha mágoa... O tempo além da margem rasga... A alma e o corpo num poema triste...

quinta-feira, 5 de março de 2015

O céu perdeu sua cor, o sol se tornou cinza...



Depois que você roubou minhas manhas...
Esta estrada nunca pareceu tão solitária...
Adormeci, e o amor chegou sem ser esperado...
O Andar das horas invadiu meu corpo inteiro...
Ansiou no teu colo um dia ser aconchegado...
Você manipulou, ditou o que eu devia pensar...
Dançou com minha mente no quarto vazio...
Eu fique lá... E o tempo parou de passar...
Aflorei na minha existência mais sem graça...
Você tão distante como a lua... Luz da noite...
Impossível não alumiar meu coração escuro...
Não sei se você se dá conta do que ficou...
Ficou... Sim, ficou uma lagrima, um olhar, um beijo...

E o amor que chega doer de tanta saudade...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Vamos...Coloque suas mãos no fogo...



Nosso romance foi um cigarro que acalma uma noite de insônia... Seu retrato a fumaça que sai do meu pulmão esquerdo... O beijo o trago... Remédio ou infortúnio virou as cinzas... Ultimo fôlego, surpreendente gozo, escassa ventura... Minha  síndrome de abstinência é seu intento ardil mesclado com amor e ódio... Seu nome é o meu vício e você metanfetamina...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Preciso falar...



Preciso falar... Falar que te amo?
Não...
Queimei as pontes que me levam...
A as pessoas de aparência sofisticada,
Modernas, mas por dentro vazias e falsas...
Pessoas tão bonitas por fora, polidas,
Cheias de Botox e interatividade...

Esqueceram-se da simplicidade, do amor, solidariedade...
Cada um faz da vida o quer... Cada coração trilha seu caminho...

Só me tranquei com paredes e cicatrizes...
Não quero indiferença, nem seus olhares de desprezo...
Eu não posso retribuir-lhes riquezas ou conversas fúteis...
Por quê?
Assim como você... Um visgo me prende as pessoas de verdade... 


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Abre a tua visão interior, que vê além do véu..."



Onde me encontro? No rabisco dos poetas de meia dúzia... Nos sussurros tristes de outono, nas densas trevas cor de sangue... Eu vago na noite imprevisível, em letras tortas e tristes, em linguagem deslocada...Na langue sombra...Palmilho cada centímetro  na lúcida morta vontade das janelas...A pena é escrita solta, transluzente, latente... Desenho imperfeito da suposta verdade, espuma turva do rio poluído... O nada me encontra depois da fronteira distante... Anormalidade suspensa que o tempo não conta... Quase nada que acorrenta meus lábios, a alma, o sangue, a saliva, meu corpo...